Inglaterra, final do século XIX. O sistema de classes vitorianas é um mecanismo de crueldade legalizada: a nobreza detém tudo e o povo comum, nada. William James Moriarty, filho adotivo de uma família aristocrática, cresceu vendo essa injustiça de perto — e decidiu, ainda criança, dedicar sua vida a destruí-la.
Junto aos irmãos Louis e Albert, William constrói em segredo uma rede de justiça sombria. Ele é o "Lord do Crime" — um consultor de crimes que elimina cirurgicamente os poderosos corruptos, sempre deixando o caminho limpo para que o inocente viva. É um serial killer de criminosos movido por uma utopia revolucionária.
Mas o plano de William exige um oponente à sua altura. E ele encontra esse oponente em Sherlock Holmes — o detetive mais brilhante da Inglaterra, que começa a puxar os fios que levam a Moriarty. O que se desenha não é apenas uma perseguição policial, mas uma das mais sofisticadas danças intelectuais da ficção japonesa: dois gênios que precisam um do outro para serem completos.
A obra reconstrói fielmente o cânone de Arthur Conan Doyle — Watson, Irene Adler, Mycroft, Scotland Yard — mas os reposiciona em uma narrativa de tragédia nobre onde o "vilão" carrega mais virtude moral que qualquer herói convencional poderia suportar.